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O contrário de tudo

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O que seria o contrário de tudo?

Como educador, desde 1990, oficialmente, docente na Universidade de São Paulo, temos que seguir algum método, certa lógica de ensino e transmissão de conhecimento.

Trabalhos científicos também seguem certa padronização.

Há teorias, leis, teoremas, ensaios, lógicas, estudos. Muitos plenamente aceitos, pouco ou nada contestados. Outros demasiadamente controversos.

Após muitos anos estudando o ser humano (etologia, psicologia, psicanálise), a conclusão “talvez” seja de fato socrática: “Só sei que nada sei”.

Aprendi que querer ser lógico é contraproducente, é desgastante, causa enjoo, intrigas, discussões fervorosas.

O que descobri, mas não tenho nenhuma certeza disto, é que pessoas que querem ser muito lógicas têm um grande problema: elas sofrem!

Mas não se dão conta disto e seguem querendo se explicar, mostrar o raciocínio cartesiano, suas verdades, dogmas, certezas, opiniões, convicções.

É difícil entender-se e se tocar que a vida é muito mais tranquila quando não se precisa “provar” que estamos certos, ganhar a discussão.

É algo que se consegue controlar, desde que se queira de fato e se aguente firme no momento da discussão. Uma das dicas é perguntar e nunca afirmar posições. Demora para se ter domínio desta nova condição, meses ou anos.

Pessoas rígidas o são há tantos anos que não desapegam. Exige um esforço tremendo, a mudança. E ela somente ocorrerá se a pessoa tiver um motivo para mudar.

Se este não é seu caso, continue como está. Apenas reflita sobre algo: você sabe o que falam pelas suas costas quando você sai? Ou que as pessoas precisam “pisar em ovos” ao falar com você? Não podem usar certas palavras, entrar em certos assuntos?

Ou que há gente ao seu redor que tem medo de você? Medo do seu escândalo, de seu “showzinho”, do circo que você arma.

Como você se sente ao aprender que eles o enxergam desta maneira? Se você não liga de ser assim, ok. Lembre que Hitler também não se importava do que achavam dele (sendo bem extremista!).

Mudar exige a maior virtude do ser humano: humildade. A decisão é sua!

Marco Antonio Gioso
FMVZ-USP

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